...E quase morei aqui...
Teria sido como sempre
em meio ao pânico, ao medo
e ao sempre ingênuo esperar repleto de esperança?
Só sei que sentirei saudades...
Saudades das oportunidades que desprezei,
“das ruas que não passei”,
da arquitetura que não houvera tempo de observar,
dos sonhos que não sonhei.
Do medo que sentia quando ao correr por tuas ruas
fugia do provável inesperado
e com o coração à boca
ouvia teus ruídos, poucos,
quase raros em tuas madrugadas frias.
E solitária eu corria ao migrar do trabalho à casa
onde o calor me acolhia e eu então adormecia.
Saudades...
Saudades do Quintana...
De repente vi-me flagrada por duas meninas
quando ao rosto rolavam minhas incontidas lágrimas,
e poética eu estava ao ler em seus lábios
comentários sobre meu provável drama.
Não podiam imaginar que eram lágrimas de Adeus
Adeus à Porto Alegre...
Adeus!