No Gasômetro ...
Meus olhos levantam em direção ao rio
é fim de tarde, é tarde de abril.
ouço o roncar das águas no costado da Usina.
Olho a doce menina,
que corre em devaneio
meu dia em fim esta cheio,
completo, em fim termina.
Ora! que jeito mais doce pra findar um belo dia
sentir na face o beijo úmido da estupenda ventania.
sentir o abraço do belo sol colorido de explendor
que barra a noite, que já se aninha.
Qual filha não ama a mãe
Qual filho não ama ao pai
Se um belo dia vai e deixa rastro de ternura.
Nesta Usina que figura como mastro da saudade
que o sol deixa quando parte
sombreando toda a cidade.
Meus olhos seguem a fitar
a imensa linha do horizonte
enquanto devagarinho
a luz se esconde.
Meus sonhos já se misturam
navegam não sei pra onde.
Meu corpo esta na areia
Meu pensamento já se foi.