Noite.
Vinha da Cidade Baixa,
caminhando pela João Pessoa.
Bondes, ônibus, gente e ela, à toa.
Música na cabeça,
grandes olhos lagos,
porte de palmeira,
dança vida brincadeira,
Salgado, Borges e enfim,
balançando a cabeleira,
Rua da Praia, coisa linda,
cheiro bom de carapinha
Sloper de mil vitrilhos,
falsas pérolas e brilhos,
Imperial mais adiante,
encontro de namorados,
que agora vão abraçados.
Que tempos! Valha-me Deus!
Acaba a sessão das nove,
vem aquela grande fome,
e, ainda bem, grana exata
pro bauru do Matheus.