Quando
escrevo porto alegre ponho vírgula
porque há muito a declarar. Há uma ilha
e outra ilha. A Pintada a das Flores
e mais outras, nesse largo lençol d`água.
Este porto é o ponto exato de um sol
- poente delirado sobre a Usina -
e de névoa e cerração no horizonte
da Tristeza, do Mercado e da Ponte
E uma afobada
primavera inventa ventos
varridos da Esquina Democrática
até o Morro da Maria Degolada
Quando falo porto alegre faço pausa
fungo, disfarço, lembro o cais
onde um pedaço de mim mareja a espera
e o outro
moureja ânsia âncora ais