Ministério das Cidades e Prefeitura de Porto Alegre assinam novo convênio para viabilizar a implantação do Bonde Histórico
Um novo convênio entre o Ministério das Cidades e a Prefeitura de Porto Alegre será assinado às 11h da próxima segunda-feira, 29, com o objetivo de concluir o projeto executivo de engenharia para a implantação do Bonde Histórico em Porto Alegre. Além do ministro Marcio Fortes de Almeida e do prefeito em exercício, Eliseu Santos, também assinam o Termo de Cooperação Técnica os diretores-presidentes da Trensurb e da Carris, respectivamente, Marco Arildo Cunha e Antonio Lorenzi, o secretário de Cultura da Capital, Sérgius Gonzaga, e o presidente da Associação Cultural Amigos do Bonde, Rui Jesus de Barros.
Com a assinatura deste novo convênio, mais um passo será dado para a realização do sonho de ver os bondes, novamente, circulando em Porto Alegre. Será a segunda etapa de uma parceria que teve início em 2003, quando foi assinado um primeiro Termo de Cooperação entre as partes que resultou na avaliação da viabilidade técnica, do aproveitamento de bondes existentes e na elaboração do Projeto Básico de Engenharia por parte da Trensurb, com alternativas de traçado e elaboração de uma estimativa de orçamento. Agora, o objetivo é a definição do traçado final da linha, a conclusão de um projeto executivo de engenharia e de um orçamento definitivo, a fim de enquadrar o "Bonde Histórico" na Lei Rounaet, do Ministério da Cultura, visando a captação de recursos para sua implantação.
A elaboração do projeto executivo de engenharia ficará sob a responsabilidade da Trensurb, que seguirá as orientações da prefeitura e da Associação Cultural Amigos do Bonde. O presidente da Trensurb compara o projeto do "Bonde Histórico de Porto Alegre" ao da cidade de Santos, em São Paulo: "Lá, a prefeitura começou com uma linha de apenas 1,5 km e já está buscando recursos para construir mais 5 km, pois o sucesso do empreendimento revitalizou a região do porto da cidade e atrai milhares de turistas por ano." Arildo destaca que a idéia é de uma linha turística, ou seja, não tem a finalidade de ser uma alternativa de transporte para a população. "A prefeitura, através da Carris, será responsável pela operação da linha, que deverá ter dias e horários especiais para circulação, a fim de não prejudicar o tráfego de automóveis nas ruas por onde vai passar o bonde.", comenta.
Situação atual do Projeto Bonde Histórico
• Realizado tecnicamente:
- Levantamento topográfico das áreas de abrangência
- Projeto geométrico (alternativas de traçado)
- Ante-projeto de engenharia para fins orçamentários
• Alternativas de traçado:
- Alternativa 1 – Sai do antigo abrigo dos bondes da Praça XV de Novembro (em frente ao Mercado Público), percorre as ruas Sete de Setembro, Rua João Manoel e Andradas até a Usina Gasômetro (volta pela mesma linha);
- Alternativa 2 – Sai do antigo abrigo dos bondes da Praça XV de Novembro (em frente ao Mercado Público), percorre a avenida Sete de Setembro até a Usina do Gasômetro (volta pela mesma linha);
- Alternativa 3 – Sai do antigo abrigo dos bondes da Praça XV de Novembro (em frente ao Mercado Público), percorre a avenida Sete de Setembro até a Usina do Gasômetro; e, volta pelas ruas dos Andradas, Caldas Jr. e Sete de Setembro até o abrigo.
• Pré-estimativas orçamentárias:
- Execução em até um ano: R$ 10 milhões
- Em até 3 anos: R$ 15 milhões
- Em até 5 anos: R$ 17 milhões
O objetivo do projeto é restaurar e preservar a memória urbana do Centro de Porto Alegre. No percurso, de ida e volta, os usuários poderão apreciar, além dos locais citados, o Chalé da Praça XV; a Fonte Talavera de la Reina, o Marco Zero de Porto Alegre; o Paço dos Açorianos; o Centro Cultural Santander; o Memorial do RS; o Museu de Artes do RS; os prédios dos antigos Cine Guarany e Farmácia Carvalho; a Carta Testamento de Getúlio Vargas; a estátua eqüestre do General Osório; a Casa de Cultura Mario Quintana (antigo Hotel Magestic); o Museu do Exército; a Igreja Nossa Senhora das Dores; a Usina do Gasômetro e o Lago Guaíba.