Como explicar para uma pessoa, o dia a dia, sobre a realidade do jogo político, do dá, não dá para fazer, dentro da coisa pública. Sempre tentei comparar, para efeito de facilitar a compreensão, a situação de qualquer governo e o seu orçamento, com a situação de ser chefe de família e o seu salário. Todos sabemos que não há dinheiro para atender a maioria das previsões orçamentária, demandas, promessas e/ou obrigações de fazer para manter-se ou à seus filhos, que sonhamos. E que qualquer um administrador público ou mesmo um chefe de família, tem que priorizar em suas decisões e obrigações, para atender ao mínimo, e não ser desconstituído como gestor público ou privado.
Mas vamos ao ponto: O Governo Federal, tem decidido reduzir a zero o IPI - IMPOSTO PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS, beneficiando os setores de automóveis, construção civil, moveis, etc..
Não vamos entrar no mérito de ser importante ou não, e ter ou não razão para medida.
Claro que o seguimento Empresarial gosta, mas, então imagina o Povo, com uma mídia, sustentada por propagandas, dizendo que você é feliz comprando e fazendo. Logo, a Comunidade, vai poder e comprar carros, ampliar e reformar a casa e adquirir os móveis, mais baratos claro. Sem dúvida é tudo que se sonha.
Mas o Povo (consumidores) não sabem que os Prefeitos e Governadores, para cumprirem com suas obrigações, em todas áreas, como saúde, educação, segurança, dependem destes recursos. Pois, pasmem, cinqüenta e sete por cento (57%), de suas fontes com o IPI, viraram cinza.
Praticamente, não tem saída, quando todos queremos ser bonzinhos. Mas se mantivemos os pés no chão, saberemos que a questão é matemática, levada a potencial muito grande e de enormes efeitos... Bom é uma questão de tempo termos programas de informática, para sabermos, os reflexos de uma decisão destas e suas repercussões em tempo real. Mas até lá precisamos levar deste modo. Vivendo e avaliando as decisões de um poder centralizador. A oportunidade de administramos juntos é histórica, em nosso pais a pouco mais de vinte anos.
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