Vivemos pensando e esperando que o governo atenda a necessidade daqueles que mais precisam. Passamos pelas ruas e vemos pessoas pedindo, jogadas em cantos, dormindo, mal vestidas, com visual deprimente. Vemos neles necessidades, falta de oportunidade e tantas outras mazelas.
Temos medo? Evitamos sair à noite e, se saímos, é com todo o cuidado, porque há notícias de assaltos, sequestros, tiros vindos de qualquer lugar, falta de policiais, falta de confiança, etc.
Sabemos que uma grande parcela da população tem problemas de saúde e que seus recursos do trabalho ou da aposentadoria são insuficientes para comprar os remédios necessários a harmonizar o corpo. Há pessoas que dependem dos hospitais públicos, que não têm um plano de saúde para uma consulta médica com um especialista ou para um exame a fim de comprovar se realmente está ou não com o diagnóstico de determinada doença.
Mas é a maioria? Certamente não. Então como poderia o governo atender? Muitas coisas esperamos que os outros façam, em especial o governo. Porém, com o mínimo de acompanhamento dos jornais, rádio, televisão ou internet, constatamos que não existemrecursos para atender todas as demandas. Daí começamos a pensar e discutir o que seria a prioridade a ser atendida ou qual a de maior importância para o destino dos recursos públicos.
Quem tomará a decisão? Nós, só se for em solidariedade, porque normalmente delegamos essa obrigação de atender e fazer por nós a qualquer governante. Mas qual é a sua região? Tem ele o mesmo pensamento e sensibilidade que nós? Conhece a realidade que vivemos?
Daí o início da busca para fazer um governo municipal, estadual ou federal. O processo devecomeçar por conhecermos a pessoa que vamos escolher para a missão. Que esta conheça nossa realidade. Que more perto de nossa casa ou, no mínimo, o mais próximo possível. Mas este é o grande desafio, fazer a escolha. E só para lembrar: a região que engloba o Vale do Sinos e Paranhana detém um terço da população e produz em torno de 40% da riqueza do Rio Grande do Sul.
Logo, deveria ter, também, um terço de representação na Assembléia Legislativa, mas tem seis vezes menos do que isto. Ora, então se quisermos que os nossos sonhos se transformem em realidade, acordemos.
Vanderlãn Vasconsèllos
Coordenador Regional do PSB
E-mail: vanderlan.vasconselos@al.rs.gov.br
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