Este artigo é resultado de uma pesquisa que estava fazendo sobre o relacionamento do casal moderno e o casamento à antiga.
Durou uns quatro meses e foi realizado entre Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre, mas que esta acontecendo a vários anos na verdade, pós lei da pensão alimentícia.
 |
|
Antigamente, digo, trinta anos, para não dizer mais, o casamento ou um relacionamento envolviam sentimentos, amor, ter uma família, independente da situação financeira.
Minha mãe perdeu meu pai jovem, com apenas 42 anos. Eu, mesmo criança, apesar das crises normais de um casal, percebia que havia muito amor entre meus pais. Meus avos já falecidos, cinquenta e poucos anos de casados, moraram em uma casa de lata na beira do Rio Uruguai.
Nos últimos tempos de vida, eles tiveram uma vida confortável. Casamentos eram duradouros, havia o amor de verdade. |
Hoje a coisa é bem diferente, gravidez precoce é uma garantia financeira para o resto da vida, não precisa ter amor, apenas prazer por um valor equivalente a uma quantia de dinheiro. O amor platônico de um casal esta incluindo bens financeiros e conforto, isso de ambas as partes. Mas não quero passar como machista.
Saindo a noite, conversando com pessoas, as mulheres realmente abrem o jogo, algumas dizem: “homem duro e pobre não me dá futuro, um bom carro, um cartão de credito e uma situação que me dê ao menos duas vezes por semana ir num shopping comprar umas roupas, eu o amarei sempre.” Outras dizem ”a beleza é legal, bonito, mas não me serve se não tiver um padrão de vida elevado”.
Quanto aos homens, alguns me disseram: "olha, se eu andar a pé, a mulherada não olha, agora, quando pego minha BMW, tenho sexo de graça quando quiser e sei que não sou eu e sim minha grana.
Outros me disseram: olha hoje você sai na rua e não precisa namorar pra casar, a moda é “ficar”, ter um relacionamento sexual ativo e pronto.
Conversei com um jogador de futebol. Ele me disse: "é uma pena o mundo estar assim, hoje tenho medo de chegar perto de uma mulher, por exemplo, olha o “Caso Bruno”. Como vou saber se realmente ela gosta de mim e não do meu dinheiro? É fácil demais ter várias mulheres.
Vi alguns artigos sobre separações precoces de casamentos, motivo: a grana acabou, ou arrumou um parceiro melhor no sexo.
Ao sair à noite, observei muitos solteiros, ex-casados, a procura de uma companhia, que na maioria acaba em apenas em uma noite de prazer e só, porque a procura é por prazer e dinheiro, e não pelo amor.
 |
|
Nos jornais e na televisão, se vê muitas notícias sobre prisão de fulano ou cicrano, por não pagar pensão, brigas, mortes envolvendo casais, tudo por um bem estar financeiro.O impressionante que escutei de uma mãe, “minha filha não casa com pobre, assim que aparecer um cara de grana, a mando embarrigar”.
Falando com alguns adolescentes, eles me disseram ”cara para que namorar firme, hoje numa balada você fica com três se quiser, imagina a monotonia de sempre ver a mesma cara, cansa”. |
Será sinais de novos tempo, mesmo?
Para quebrar a regra encontrei algumas pessoas, alguns jovens casais, namoros de 10 anos, casados a 20 anos, e alguns com filhos. Perguntei a alguns deles se houvesse um desequilíbrio financeiro entre eles o que aconteceria. A resposta foi direta de um casal, não aceitamos ser o “cabide” do outro, ambos trabalhamos, o amor foi o escudo contra a separação, se não houvesse amor com certeza já estaríamos separados, porque faltou grana, passamos pressão dos pais, tivemos que morar em casas separadas. Hoje estamos financeiramente bem, porque o amor participou cem por cento dessa luta.
Isso me fez pensar e chegar a conclusão: o dinheiro não traz felicidade, ele manda comprar, mas o amor de verdade constrói sólidos castelos que dinheiro nenhum compra. |