Você busca o seu bem estar em todos os movimentos que realiza. Não importa a forma. Consciente ou inconsciente. Em outras palavras, você quer o seu bem e deseja o bem para os que o rodeiam. Esse modelo, felizmente não mudou. Os métodos estão sendo alterados, mas o objetivo final permanece o mesmo: o bem pessoal.
Diminui, porém, o número de pessoas que pensam no bem coletivo. No querer ajudar os outros. E quando menciono ajudar, não falo somente no aspecto financeiro. Menciono o aspecto comportamental, envolvendo atenção, carinho, preocupação.
Parar um instante na rua para dar uma informação correta a alguma pessoa que precisa encontrar um local é um simples e pequeno exemplo do que muitas pessoas evitam fazer.
Infelizmente, o mundo em que vivemos – e temos muitas desculpas para assim agir – está conduzindo o ser humano a uma situação “umbiguista”. Sei que o termo não existe no dicionário, mas é possível entender o que quero dizer. Cada um de nós cada vez mais olhando e se preocupando com seu umbigo. Consigo próprio.
Quais as causas que nos levam a essa situação? Uma das explicações é a questão de segurança de não falar ou não se aproximar de estranhos. Outro ponto é que temos problemas suficientes e não queremos ouvir problemas dos outros. “O mundo já é difícil assim”, dizemos nós, e lá vem o fulano ou a beltrana a tecer comentários sobre desavenças ou problemas de família. Outro aspecto muito comum que tenho ouvido com freqüência é que cada um deve resolver seus próprios problemas. Ou então, a “desculpa” de que a gente não se deve meter na vida dos outros. Razões existem muitas.
Vamos examinar o assunto sob outro aspecto. Vivemos um período aproximado de nove meses ligados a um cordão umbilical. Nascemos e ficamos com uma marca para o resto da vida, fazendo parte do nosso visual estético. Ele é o centro de tudo. Um símbolo da nossa vida. Por que não utilizá-lo como forma simbólica, se fosse a sua medalha de ouro da olimpíada da vida, e ter orgulho – no bom sentido - desse símbolo?
Você pode estar se fechando em si mesmo tornando-se egoísta onde o “eu” é mais importante do que o “nós”. Será que os que agem assim entendem que para atingir o tão almejado estágio de felicidade, perguntam se precisam dos outros para ser felizes? Ou entendem que podem viver nesse patamar alimentando-se somente do seu “eu”? Do seu umbigo?
Pensem sobre o assunto. Quantas pessoas que vivem ao seu redor gostariam de lhe pedir uma sugestão ou um conselho, mas sentem que pela tua postura você poder estar jogando no time dos umbiguistas?
Sejamos mais receptivos no olhar, no cumprimentar, no agir. Você notará a diferença em pouco tempo. Mude de time.
Fora, umbigo! Ele deve existir somente como marca física no seu corpo.
Rui Carlos Pizzato
E-mail: ruipizzato@brazservice.com.br
|