Organizar e sediar um evento internacional como a Copa do Mundo é uma tarefa das mais difíceis, desgastantes e onerosas que existe. Estádios de ponta, hotéis exuberantes, transporte público eficiente: desafios extremos para nossos governantes e empresários.
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A Copa cada vez se aproxima mais e nada, ou quase nada, está sendo feito. As reformas do Beira Rio estão praticamente paradas, a nova pista para o Aeroporto Salgado Filho ainda não saiu do papel, visto que alguns moradores de uma vila próxima continuam no mesmo lugar. A duplicação da Avenida Beira Rio e os Portais da Cidade continuam no campo das idéias.
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O metrô merece um capítulo a parte. Em qualquer lugar do mundo, uma prefeitura não tem aporte financeiro para bancar tamanha obra; o governo federal precisa liberar e enviar recursos, o que não tem feito. É um empurra-empurra, uma burocracia e uma falta de responsabilidade. Quantos anos os governantes acham que demora para construir um metrô? Dois ou três anos? Com certeza muito mais. Estamos perdendo tempo, a ligação entre a estação Mercado e o Beira Rio já deveria ter iniciado, para que até a Copa outros bairros já estejam atendidos pelo serviço.
O único motivo pelo qual sou favorável à realização da Copa do Mundo no Brasil, sobretudo em Porto Alegre, é a boa herança que ela nos deixará. Obras para a Copa e para a cidade. Sem o legado do progresso, receber esse evento será um tiro no pé. O dinheiro irá embora e nossos problemas ficarão.
Gustavo Bartzen
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Gustavo Zandoná Bartzen - jornalista formado pela PUCRS. Atua como repórter em um veículo impresso que circula na zona sul da Capital, e na área de assessoria de imprensa e comunicação empresarial. Porto-alegrense nato, é incentivador de projetos que qualifiquem a cidade e promova o desenvolvimento de forma sustentável. É responsável pela reportagem no Jornal Destak, que circula na zona sul de Porto Alegre. |