Todos nós porto-alegrenses, sem exceção, temos o direito de escolher o futuro de nossa cidade, agindo sempre com inteligência e bom senso. Esse poder está consolidado em nossa Constituição Federal, logo no primeiro artigo: "Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição". Sendo assim, elegemos nossos representantes por meio do voto. Os 36 vereadores escolhidos, por exemplo, têm a missão e o poder legítimo de tomar decisões por todas as outras 1.400.000 pessoas. |
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Referendos, consultas, entre outras modalidades de tomada de decisões pelo povo também estão contempladas na Constituição, porém devem ser utilizadas com todo o cuidado possível. Não se trata de censurar ou podar a opinião pública, mas sim de preservar nosso patrimônio de nossa própria ignorância. Explico: um médico, advogado, jornalista, comerciante, não têm (necessariamente) conhecimento técnico-científico sobre a altura ideal de um prédio em determinada região ou o tipo de construção e ocupação mais adequados.
Matérias delicadas e que requerem obrigatoriamente um estudo mais aprofundado precisam ser assumidas exclusivamente por nossos governantes. Agora, assuntos importantes e que dizem respeito a cidade como um todo, e que a decisão pode ser tomada apenas com base na opinião e preferência popular, merecem uma consulta pública.
A população pode ser ouvida de outras formas que não uma caríssima consulta, mas uma audiência bem abrangente na Câmara de Vereadores, por exemplo. Outra maneira: a Prefeitura e o Legislativo municipal podem promover reuniões nas comunidades. “Criatividade” resume tudo. Temos que ficar atentos, pois nossa Porto Alegre ficou pra trás. Parte pela falta de iniciatíva pública, parte pela cultura conservadora que emperra o desenvolvimento sustentável de Porto Alegre.
Gustavo Bartzen
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