Três de maio é o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, nos levando a refletir sobre a importância da expressão e de informação, e sua trajetória na história brasileira.
Proibida durante a Monarquia, a imprensa só foi permitida a partir de 1808, quando surgiu o primeiro jornal no Brasil, “A Gazeta do Rio de Janeiro”. Mas, nestes 102 anos de existência formal em nosso país, sua liberdade foi inúmeras vezes cerceada e reprimida. Por vezes ostensivamente, com a prisão de jornalistas, apreensão de publicações e censura prévia; em outros momentos, exercida pelo poder econômico, que domina uma mídia atrelada a interesses privados, que se vangloria mesmo de eleger e derrubar governos.
Vivemos os “anos de chumbo”, em que nos jornais a notícia era substituída por receitas de bolos e poemas; panfletos eram rodados em mimiografos manuais e distribuídos por pessoas que sabiam o risco de ir parar nas prisões da ditadura. Por isso, defenderemos sempre o direito de difusão das ideias e das informações, bem como a responsabilidade que isso implica.
É preciso termos presente que a liberdade de imprensa, mais que direito de profissionais e empresas de exercer a atividade, é um bem da sociedade, direito de todo cidadão ao acesso às informações de forma ampla. Neste sentido, Kofi Annan, ex-secretário geral da ONU, manifestando-se sobre a data, destacou: “devemos nos conscientizar que a mídia não pode se limitar a informar sobre as mudanças ocorridas, mas deve ser também, ela própria, um agente de mudança”.
Saudamos hoje e sempre os profissionais que tratam a informação com a seriedade que ela requer: o cuidado de verificar as fontes, comprovar os dados, entender o contraditório e, sobretudo, respeitar a inteligência e o discernimento do leitor. Não visto como massa a ser manobrada e iludida, mas cidadão com capacidade de tirar suas próprias conclusões. Saudamos, especialmente, aqueles da mídia alternativa, que com seu trabalho de formiguinha, em blogs, jornais segmentados, twiters, rádios comunitárias, trazem informação isenta e não comprometida com pressões econômicas ou ideológicas.
Adeli Sell
Blog: www.blogdoadeli.blogspot.com/
Twitter: www.twitter.com/veradeli
E-mail: adelisell@camarapoa.rs.gov.br |
Adeli Sell - Nasceu às margens do Rio Atafona, distrito de São Bonifácio, município de Palhoça/SC, em 1953. Filho de pequenos agricultores, a terra teve e tem uma importância muito grande na sua formação. Em 1973, veio para Porto Alegre. Adotou a capital dos gaúchos e foi por ela adotado. Cursou Letras na UFRGS. Foi professor de vários Cursos de Inglês. Por nove anos, lecionou Literatura na Faculdade de Letras, em Osório, e foi livreiro por longos anos.
Foi fundador do PT no Rio Grande do Sul e membro da Executiva Estadual por 15 anos. Em 1996, elegeu-se vereador, reelegendo-se em 2000, 2004 e em 2008. Atualmente cumpre seu quarto mandato, sendo vice-presidente da Câmara e integrando a SEDECONDH.
Por 15 meses (2003 – 2004) foi Secretário da SMIC de Porto Alegre, onde desenvolveu uma metodologia de trabalho no combate à pirataria, ao contrabando e à falsificação, além de inovações na área do Licenciamento, no trato com os servidores públicos, em ousadas articulações e parcerias com iniciativa privada, inter e intragovernamental, além da geração de trabalho e renda. É casado com a advogada Rosangela Almeida. |