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A SAÚDE VAI MAL EM PORTO ALEGRE
 

 

No dia 7 de janeiro Porto Alegre recebeu a notícia que a cidade fora mais uma vez assaltada, desta vez em mais de 9,7 milhões de reais. Já seria uma notícia grave, não fossem os detalhes que tornavam a notícia ainda pior: a Polícia Federal desencadeara uma Operação, chamada de Pathos, através da qual denunciava a Secretaria Municipal da Saúde e o Instituto Sollus – responsável pelo gerenciamento do Programa de Saúde da Família em Porto Alegre, um programa que pretendia atender famílias carentes da cidade.

O valor desviado dos cofres públicos daria para criar vinte equipes de Saúde da Família e melhorar o atendimento na rede de atenção básica da cidade, que hoje é precário e insuficiente. Mas, ao invés disso, o governo Fogaça se calou e não tomou providências para resolver os problemas apontados pelos Ministério Público e pelo Tribunal de Contas do Estado em relação ao convênio com o Instituto Sollus, convênio que desde 2007 o Partido dos Trabalhadores denunciava como irregular e suspeito.

Quem precisa usar os serviços públicos de saúde em Porto Alegre sofre. Sofre com a doença e com o descaso dos responsáveis da prefeitura que deveriam garantir um bom atendimento. Os postos estão abandonados, faltam médicos, remédios, horários; sobram as filas e o desrespeito ao cidadão. O Pronto Socorro, que já foi referência nacional de bom atendimento, hoje não consegue dar conta nem do mínimo.

De acordo com a Polícia Federa e o Ministério Público, os problemas tiveram início em 2007, quando a Prefeitura assinou um convênio com o Instituto Sollus para que este gerenciasse o Programa de Saúde da Família. O Instituto Sollus utilizou notas fiscais falsas para justificar a prestação de serviços, que incluía notas de honorários de advogados, consultorias e até mesmo de compras de bolos e flores. O desvio mensal seria de cerca de R$ 400 mil, repassados para a prefeitura de Porto Alegre pelo Fundo Nacional de Saúde para gerenciar os PSFs.

Fica então a pergunta: se isso acontecia há tanto tempo, como é que o governo Fogaça não se dava conta que os serviços não eram realizados? Quem controlava a coerência das notas fiscais com a especificidade daquilo que deveria ser feito? Onde foram parar os R$ 9,6 milhões desviados?

O compromisso com a cidade e com a prestação de serviços de qualidade exige que as denúncias sejam apuradas e encontradas soluções que assegurem atendimento à população à cidade.

 

Adeli Sell

 

Blog: www.blogdoadeli.blogspot.com/

Twitter: www.twitter.com/veradeli

E-mail: adelisell@camarapoa.rs.gov.br

 


Porto Alegre, 08 de Março de 2010.

 
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Adeli Sell - Nasceu às margens do Rio Atafona, distrito de São Bonifácio, município de Palhoça/SC, em 1953. Filho de pequenos agricultores, a terra teve e tem uma importância muito grande na sua formação. Em 1973, veio para Porto Alegre. Adotou a capital dos gaúchos e foi por ela adotado. Cursou Letras na UFRGS. Foi professor de vários Cursos de Inglês. Por nove anos, lecionou Literatura na Faculdade de Letras, em Osório, e foi livreiro por longos anos.

Foi fundador do PT no Rio Grande do Sul e membro da Executiva Estadual por 15 anos. Em 1996, elegeu-se vereador, reelegendo-se em 2000, 2004 e em 2008. Atualmente cumpre seu quarto mandato, sendo vice-presidente da Câmara e integrando a SEDECONDH.

Por 15 meses (2003 – 2004) foi Secretário da SMIC de Porto Alegre, onde desenvolveu uma metodologia de trabalho no combate à pirataria, ao contrabando e à falsificação, além de inovações na área do Licenciamento, no trato com os servidores públicos, em ousadas articulações e parcerias com iniciativa privada, inter e intragovernamental, além da geração de trabalho e renda. É casado com a advogada Rosangela Almeida.

 
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